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Novamente Geografando

Este blog organiza informação relacionada com Geografia... e pode ajudar alunos que às vezes andam por aí "desesperados"!

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OUR PLANET: O MÊS DA ÁGUA

Mäyjo, 22.09.19

Setembro é o mês da Água, sendo que hoje, dia 22 é o Dia Mundial dos Rios. Aproveitamos a ocasião para relembrar acerca da importância dos rios nas nossas vidas.
 
A série documental Our Planet, fruto de uma colaboração entre a WWF, a Netflix e a Silverback Films, explora, em 8 episódios, a riqueza da biodiversidade que ainda nos resta e mostra como nos tornámos no principal inimigo da saúde do nosso planeta. São inúmeras as pressões e desafios que a Terra enfrenta e, em cada episódio, David Attenborough alerta para a importância da natureza à sobrevivência de todos, na esperança que, assim, comecemos a tratar melhor da nossa Casa.
Neste #FreshWaterMonth, espreita o sétimo e penúltimo episódio do Our Planet, que fala da importância da água doce nas nossas vidas.

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“Temos que tratar a água como o recurso finito que ela é. É mais preciosa que ouro.”

Sir David Attenborough

A moda e a ecologia: novas abordagens das marcas

Mäyjo, 08.09.19

A Zara, à semelhança de outras marcas, como a C&A,por exemplo, tem já uma estratégia de cariz ambiental, onde procuram apresentar uma maior preocupação com as diferentes áreas do ambiente, nomeadamente à água.

Assim, o novo editorial da Zara apresenta-se com essa preocupação, referindo que o projeto "Care for Water”é o começo de uma ação/projeto de apoio à parceria com Water.org, para criar um impacto positivo na água, em comunidades de cultivam algodão ecologicamente, o chamado algodão orgânico.

Imagem1.pngFonte: Zara

 

Menciona que todas as peças de vestuário foram produzidas tendo em atenção uma correta gestão dos recursos hídricos, através do uso de materiais e tecnologias que ajudam a reduzir o consumo de água e a preservar os recursos de água doce.

 

Imagem2.pngFonte: Zara

 

Fundada por Gary White e Matt Damon, a Water.org é uma organização global sem fins lucrativos que ajuda as pessoas a terem acesso a água potável e saneamento através de financiamento acessível, com pequenos empréstimos.

O grupo Inditex desenvolve esta parceria com a Water.org desde 2015, e já apoiaram mais de um milhão de pessoas no acesso a água potável ou a saneamento melhorados.

Através deste projeto, a ZARA apoia a Water.org a ampliar o poder do microcrédito para os produtores de algodão orgânico que participam do programa Organic Cotton Accelerator (OCA) em Madhya Pradesh (Índia), permitindo que eles resolvam as suas necessidades domésticas de água e saneamento.

 

WATER.ORG PROGRAMME

 

A marca refere que todas as peças de vestuário desta coleção foram produzidas com algodão orgânico. As técnicas de agricultura natural usadas para produzi-lo usam apenas fertilizantes e pesticidas naturais, um processo favorável à água que ajuda a preservar os recursos de água doce.

 

20190907_water_06b.jpgFonte: Zara

 

As fábricas de “Descarga Líquida Zero” (Zero Liquid Discharge factories) permitem recuperar e reciclar água, reduzindo ao mínimo a água consumida durante o fabrico das roupas.

 

 

Fonte: https://news.zara.com

 

Portugal em seca. Poupe água!

Mäyjo, 04.03.18

pdsiset2017.jpgÍndice de seca PDSI. Fonte: IPMA, 8/10/2017

Portugal está em seca severa e extrema, e, apesar de se prever uns dias de chuva na próxima semana,  tudo indica que vá continuar.

«O mês de setembro de 2017 em Portugal Continental foi o mais seco dos últimos 87 anos, classificando-se como extremamente seco. Consequentemente verificou-se um aumento da área em situação de seca severa e extrema.

De acordo com o índice meteorológico de seca PDSI, a 30 de setembro cerca de 81.0 % do território estava em seca severa e 7.4 % em seca extrema.»
Fonte: IPMA, 8/10/2017
 
Poupe água, mesmo que ainda não lhe falte na torneira. Cada vez mais a água potável será um bem escasso. E todavia, essencial!

Não lave passeios, nem terraços, nem calçadas; evite lavar o carro; tome banhos curtos; feche a torneira ao fazer a barba e ao lavar os dentes. Estes cuidados deviam ser já hábitos normais, mas cada vez são mais prementes.


Por dia gastam-se muitos litros de água; 10 litros numa descarga de autoclismo, 80 litros num banho rápido, 100 litros numa lavagem de roupa na máquina e 50 litros numa lavagem de louça na máquina. O esforço para poupar água é uma obrigação.
 
Fonte: Sustentabilidade é Ação

É preciso reutilizar mais água!

Mäyjo, 08.07.17

etar

Numa altura em que 73% do território nacional se encontra em estado de seca severa e 7% em seca extrema, sentem-se ainda mais os efeitos de não reaproveitarmos as águas residuais das estações de tratamento (ETAR)

 

A ZERO analisou os últimos dados disponíveis – referentes a 2015 – e constatou que apenas 1,2% dessas águas era reutilizada, pelo que existe um trabalho muito importante que de ver feito a este nível. A média na EU encontra-se actualmente nos 2,4 %, cerca do dobro, mas a meta é chegar aos 15% muito em breve. E Portugal tem todo o interesse em cumprir pelo menos com esse objectivo, visto ser um dos países mais vulneráveis às alterações climáticas e a fenómenos cada vez mais recorrentes de escassez e seca, como a que agora se verifica.

Segundo o índice de escassez – o WEI+ (Water Exploitation Index) da ONU, desenvolvido para avaliar o stress hídrico a que se encontra sujeito um território, as bacias hidrográficas dos rios Leça, ribeiras do Oeste, Tejo, Sado, Guadiana e ribeiras do Algarve, encontram-se na categoria de “escassez severa”, regiões que consomem entre 20% a 40% dos seus recursos renováveis.

Por isso é menos compreensível ainda que estas águas não sejam aproveitadas para, por exemplo, rega na agricultura, a lavagem de pavimentos e de viaturas, a lavagem de contentores de resíduos sólidos urbanos e ecopontos, a rega de espaços verdes urbanos, a recarga de aquíferos ou mesmo a reabilitação e criação de zonas húmidas.

Para a Zero, a reutilização de das águas devia fazer “parte do processo de gestão das ETAR”. A legislação nesta área também deveria ser revista, visto que ainda “subsistem algumas omissões legislativas no regime de utilização dos recursos hídricos que não facilitam as iniciativas dos promotores destes sistemas, devido a obstáculos e demoras na obtenção de pareceres favoráveis das autoridades competentes”. E finalmente, seria também importante existir uma “articulação entre os Ministérios do Ambiente e da Agricultura, Florestas e Desenvolvimento Rural, já que existe um potencial de 35 000 a 100 000 ha de áreas agrícolas que poderiam vir a ser irrigadas com recurso a águas residuais tratadas, promovendo assim a reciclagem de nutrientes, entre os quais o fósforo  (nutriente não renovável)”.

Do estudo da Zero ao Relatório Anual dos Serviços de Água e Resíduos de Portugal (RASARP) resulta então que somente 23 entidades gestoras têm por prática reutilizar as águas residuais tratadas e entre elas destacam-se:

“As Águas de Lisboa e Vale do Tejo (agora dividida em Águas do Vale do Tejo, Águas do Tejo Atlântico e Simarsul), que reutilizou 3,6 milhões m3, isto é, 1,5%, tendo tratado 97% da água que é recolhida. O Município de Ourém, que reutilizou 118 mil m3, ou seja, 8,9% do total da água tratada (ressalvando-se que trata apenas 65% da água recolhida no Concelho de Ourém). Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Sintra, que reutilizaram cerca de 384 mil m3, o que representa 7,9% do total das águas tratadas (mas trata apenas 15% da água recolhida no Concelho de Sintra). Os Serviços Municipalizados de Água e Saneamento de Almada, que reutilizaram 332 mil m3, o que equivale a 2,3% do total da água residual recolhida que foi alvo de tratamento. Todavia, a entidade que mais se destaca pela eficiência é a empresa pública Águas do Algarve, que reutilizou no ano de 2015 cerca de 1,5 milhões m3, um valor que representa 3,5% do total das águas residuais que foram sujeitas a tratamento nas ETAR. De acordo com os dados fornecidos pela empresa, 735 mil m3 são utilizadas internamente na lavagem de equipamentos e na rega de espaços verdes, sendo esta prática adotada em 13 ETAR (Almargem, Vila Real de Santo António, Loulé, Quinta do Lago, Vilamoura, Olhão Nascente, Faro Noroeste, Albufeira Poente, Ferreiras, Vale Faro, Boavista, Silves e Lagos). Mas a água residual tratada é também fornecida a entidades externas, como a Sociedade Hoteleira São Lourenço, à Infraquinta (empresa do Município de Loulé que gere os serviços urbanos da Quinta do Lago) ou à Herdade dos Salgados, o que perfaz um volume reutilizado de cerca de 770 mil m3. De salientar que a empresa trata 99,9% das águas residuais que dão entrada nas ETAR sob sua gestão.”

Foto: Câmara Municipal de Amarante

 

OS 33 PAÍSES QUE TERÃO FALTA DE ÁGUA EM 2040

Mäyjo, 28.06.17

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A Espanha é um dos 33 países que terão escassez de água já em 2040, à medida que as alterações climáticas alteram os padrões tradicionais da chuva e o aumento populacional pressiona os recursos naturais sensíveis: como a água.

 

Segundo a análise da organização sem fins lucrativos World Resources Institute (WRI), publicada na Vice, um quinto dos países do globo – trinta e três – passarão por grandes dificuldades para conseguir ter água potável já dentro de 25 anos.

Na Europa, Espanha, Grécia, São Marino, Macedónia, Arménia, Turquia são os países mais pressionados. A região mais vulnerável, porém, é o Médio Oriente, uma vez que 14 dos 33 países da lista são desta região. Em nove deles, a seca será extrema: Bahrain, Kuwait, Palestina, Qatar, Emirados Árabes Unidos, Israel, Arábia Saudita, Omã e Líbano.”

“A região tem desafios excepcionais ligados à gestão da água num futuro breve”, explica o relatório.

Entre os países que também correm perigo de seca estão os Estados Unidos (na foto, a seca na Califórnia), China ou Índia. No entanto, eles não fazem parte da lista, tal como acontece com a Austrália, Indonésia, Filipinas, Mongólia, Namíbia, África do Sul, Botswana, Peru, Chile e vários países do norte de África.

 

Foto: bluesbby / Creative Commons

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